Descubra 8 maneiras rápidas e fáceis de elevar sua autoestima! Aprenda a olhar para dentro de si com compaixão e admiração!
Para muitas pessoas é difícil saber como está a nossa autoestima, o que trabalhar para melhorá-la, e principalmente, como mantê-la alta, não é mesmo?
Afinal, são tantas ferramentas, dicas, cursos e livros que muitas vezes ficamos sem saber por onde começar.
Hoje, vou te mostrar como algumas mudanças de hábito podem influenciar diretamente na sua autoestima e quais delas você pode (e deve) se apropriar para mantê-la sempre alta.
Boa leitura!
O que é a autoestima?
A autoestima é uma avaliação de si mesmo com base em crenças, valores, emoções pessoais, etc.
Ela também pode ser definida como o conjunto de autoconfiança e auto respeito, e o resultado interno disso tudo pode ser um “valor” negativo ou positivo da autoestima.
A autoconfiança, por sua vez, é caracterizada pelo quanto você acredita ser capaz de algo. Seja acreditando nas suas competências, habilidades, como também, na sua resiliência e inteligência emocional.
Já o auto respeito está ligado à sua capacidade de acreditar que merece aquilo que está sendo apresentado à você. Ou seja, é o respeito ao seu valor pessoal, ao seu direito de ser feliz.
Além disso, para a psicanálise, a autoestima é definida a partir das experiências passadas e que influencia os comportamentos atuais e também pode determinar as experiências futuras.
Para Freud – o pai da psicanálise -, autoestima está diretamente relacionada ao desenvolvimento do ego, uma “estima de si”.
Mas afinal, como aumentar a nossa autoestima?
Como vimos, existem várias definições para a autoestima, assim como também existem diversos métodos para mantê-la estável e duradoura.
Para cada nível de insegurança você deve dedicar uma atenção específica. Portanto, vou te mostrar algumas dicas, assim, você possa escolher o caminho que melhor se encaixa com o seu estilo.
DICA 1 – Observe a sua postura!
Um estudos feitos pela Universidade de Harvard mostrou que a postura corporal que mantemos dia a dia é muito importante para a regulação de hormônios.
Nossa postura afeta a tomada de decisões e até a nossa abertura em correr riscos.
Esses cientistas observaram que a angulação da cabeça, a tensão dos músculos do trapézio, e até a angulação da pelve, são fatores que influenciam corpo e mente.
Contudo, hoje o uso constante de smartphones e computadores faz com que tenhamos uma má postura e fiquemos por muito tempo de cabeça baixa. Algumas características dessa má postura são:
- “Pescoço de tartaruga”;
- ombros caídos;
- músculos tensos;
- coluna curvada.
Nesses casos o corpo age de acordo e ocorre um aumento nos níveis de cortisol (“hormônio do estresse”) e diminuição da testosterona.
O estímulo constante desse hormônio pode aumentar o estresse e contribuir para a depressão, e consequente afetam a autoestima.
Portanto, a primeira dica é: não esqueça de checar a sua postura ao longo do dia! Para te ajudar a criar esse hábito separei 4 dicas práticas:
- Crie intervalos a cada 45 min durante o período de trabalho ou estudo, e se alongue por alguns segundos ou minutos.
- Tente criar o hábito de manter os braços mais elevados quando estiver usando o celular, usar suporte para notebook ou telas ajustáveis. Dessa forma você evita baixar a cabeça e ficar com “pescoço de tartaruga” durante o uso;
- Sempre que possível, ajuste a posição de seus ombros após muito tempo em frente ao computador;
- Por último, mas não menos importante, incorpore na sua rotina exercícios de alongamento, pilates ou yoga.
DICA 2 – Identifique o que ama e desafie-se!
Uma parte importante para ter uma autoestima forte, equilibrada e estabelecida é entender que ela é construída a partir do desenvolvimento de habilidades e de realizações nas áreas consideradas importantes na sua vida.
Por exemplo: se você se orgulha em ser esportista e se considera um bom corredor, inscreva-se em corridas e competições! Treine para elas e desenvolva mais ainda essa habilidade que é correr.
Da mesma forma, se você se orgulha de ser um bom cozinheiro, faça mais jantares, teste novos ingredientes e aprenda novas receitas.
Basicamente, para ter uma autoestima alta e contínua você deve se conhecer, conhecer suas paixões, competências e buscar oportunidades ou carreiras que as acentue.
DICA 3 – Fortaleça sua Inteligência Emocional
Segundo o psicólogo Guy Witch:
“Quando nossa auto-estima é maior, não apenas nos sentimos melhores conosco, como também somos mais resilientes. (…) quando nossa auto-estima é maior, é provável que experimentemos feridas emocionais comuns, como rejeição e falha, como menos dolorosas, e nos recuperamos mais rapidamente.”
Resumindo, Guy mostra que uma parte importante para ter autoestima alta é saber lidar com erros e frustrações. Devemos demonstrar resiliência e inteligência emocional ao enfrentar situações do cotidiano.
Se for do seu interesse, construímos um material super interessante que ensina um pouco mais sobre o que é a inteligência emocional.
DICA 4 – Use afirmações positivas CORRETAMENTE
Usamos afirmações positivas frequentemente para nos motivarmos. Mas afirmações do tipo “Eu vou ter muito sucesso!” ou “Eu sei que eu consigo!” podem na verdade piorar a situação.
Como falamos no início do post, a autoestima é uma avaliação de si com base nos próprios valores, crenças, experiências e etc.
Contudo, uma pessoa que possui baixa autoestima afirmando que “Eu vou ser um sucesso!” contradiz suas próprias crenças limitantes, fazendo-a se sentir como uma fraude.
Portanto, o objetivo é usar as afirmações positivas mas de forma correta. Por exemplo, ao invés de afirmar que “Vou ser um sucesso!” mude para “Vou me esforçar até conseguir o meu sucesso!” ou “Um passo por dia me levará ao sucesso!”.
DICA 5 – Faça atividades físicas
Assim como a postura, o exercício físico está diretamente ligado ao nosso bem-estar. Ele tem um papel importante na liberação e produção hormonal e também na nossa autoestima.
Realizar entre 20 e 30 min de atividade física ao dia já irá auxiliar na regulação hormonal.
O aumento dos níveis de serotonina, por exemplo, contribui para a regulação do sono, humor, apetite e até funções intelectuais. Além disso, ajuda a aumentar sua disposição, alegria e até mesmo criatividade e resiliência.
Por isso que quando a serotonina é encontrada em baixo nível no organismo a pessoa pode apresentar mau humor, insônia, ansiedade e até mesmo levar à depressão.
“Mas eu não gosto de exercício físico, o que eu faço?“
Antes de tudo, precisamos abrir a cabeça sobre esse assunto. É comum entendermos exercício físico como sinônimo de academia, quando na verdade não é bem assim.
Portanto, grave isso: tudo o que te faz tirar seu corpo da inércia e usá-lo por um período de tempo pode ser considerado uma atividade física. Alguns exemplos:
- Pular corda;
- Fazer yoga;
- Nadar;
- Dançar (zumba, HIT, ballet, samba…);
- Andar de bicicleta/patins/skate;
- Surfar;
- Aquela super faxina na casa;
- Reformar/Montar um móvel;
- Correr;
- Jogar bola (vôlei, tênis, futebol, queimada…);
- etc…
Acho que deu pra entender né? Deixe a criatividade te levar, veja o que te motiva a se mexer e se joga! Você, sua autoestima e suas companhias vão agradecer essa ‘mexidinha’ de corpo.
DICA 6 – Aceite elogios
Quando se tem baixa autoestima, a resistência à receber elogios é muito comum. Mesmo nos momentos em que mais precisamos é difícil até mesmo acreditar nas palavras boas que estão sendo ditas.
A autoconfiança é uma parte importante da autoestima, afinal, alguém que acredita não ser capaz está se auto sabotando e com certeza não acreditará nos elogios que recebe.
Por isso, defina como meta aceitar elogios, até mesmo treine as reações que terá ao recebê-los para evitar alguma reação negativa.
Treine as respostas simples para quando o momento chegar como: “Muito obrigada(o)!” ou “É muito gentil da sua parte!”. Ah, também lembre de segurar o impulso de devolver o elogio, foque em receber.
Com o passar do tempo, se tornará algo mais natural e o impulso de negar ou rejeitar elogios desaparecerá – o que é um ótimo sinal de uma autoestima saudável.
DICA 7 – Troque a autocrítica pela autocompaixão
Você já se percebeu alguma vez consolando um amigo ou familiar? Provavelmente sim, certo? Nessas situações você tentou culpar ele(a) pelo que aconteceu? Ou falou frases como:
“Se você tivesse uma carreira mais estabelecida, talvez fizesse diferença…” ou
“Você faz tudo errado. Ninguém quer conviver com alguém assim!”.
Acredito que não! Mesmo que a pessoa precisasse refletir sobre algo, você mediu as suas palavras. Mas tenho quase certeza que você já falou assim com você mesma(o) em algum momento.
Por isso é muito importante que você troque a autocrítica pela autocompaixão.
Essa coisa chamada empatia que nos faz ajudar os amigos dizendo que “tudo bem estar mal…”, que eles deram o seu melhor – e todo aquele papo motivacional que fazemos – , não costuma aparecer de nós para nós mesmos quando falhamos.
É comum nos julgarmos e maltratarmos pelos erros cometidos. Portanto essa dica é sobre se acolher, ser mais compreensiva(o) com você mesmo, entender que existem dias e dias, e que não podemos dar conta de tudo o tempo todo.
Pergunte-se o que você falaria para um amigo que estivesse passando pela sua situação e repita para si. Respeite suas limitações, reconheça seus esforços e valorize suas conquistas.
DICA 8 – Afirme seu valor verdadeiro
A baixa autoestima traz um outro grande problema: a falta do auto respeito, que é a consciência sobre o que você merece e sobre o seu valor como ser humano.
Essa última dica consiste em um estudo realizado com o objetivo de ajudar as pessoas a reanimar a sua autoestima após um forte golpe.
“Forte golpe?” Sim! Como uma rejeição amorosa, a promoção que não foi conquistada, uma demissão, etc. Basicamente, coisas que estão ligadas também ao nosso senso de merecimento e ao outro.
Sabe aquele momento após algum desses golpes onde ficamos “sem chão”? É exatamente aí que essa dica deve ser colocada em prática.
Lembre-se que uma rejeição amorosa ou perder um emprego não invalidam quem você é, e o seu chão continua ali. A dica aqui é listar todas as qualidades que você possui e que são significativas no “contexto do golpe”.
Se você perdeu aquela promoção, isso não significa que você é uma pessoa incapaz e todas as portas se fecharam. Então liste qualidades que te tornam um(a) ótimo(a) funcionário(a) – “sou ético, responsável, ótimo em resolver conflitos e me dedico constantemente para aprender coisas novas para a minha função.”
Marcou o encontro e levou um fora? Liste qualidades que te tornam um(a) ótimo(a) parceiro(a) – “sou uma pessoa leal, tenho disponibilidade emocional, gosto de dividir experiências com quem eu amo…”
Essas listas ajudam a focar no que é verdadeiro e afirmar seu valor. Ao longo do tempo isso será um hábito e vai ser automático se validar. Afinal, a sua autoestima é sua, e você não deve esperar uma validação externa pelo que você considera bom em si mesmo.
Ou seja, valorizar a si mesma(o) fará com que você coloque limites nas relações, nas inseguranças e na autossabotagem.
Espero que você goste! Obrigada pela sua companhia, até a próxima leitura! 🙂


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